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Ensino

Neste último quadriênio, precisamos retomar as atividades no Campus que precisaram ser suspensas em razão da pandemia mundial da COVID-19, uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Foi um grande desafio que enfrentamos, mas não foi o único. Também tivemos que encarar outra retomada após a justa paralisação dos docentes e Servidores Técnico-Administrativos ocorrida em 2024. Mesmo assim, muitos avanços e conquistas ocorreram neste período, relacionadas ao ensino no nosso Campus. Descrevemos apenas algumas delas nos parágrafos subsequentes.

Tivemos o reconhecimento de seis cursos de graduação pelo INEP/MEC, obtendo nota 5 em cinco deles, e, apenas o curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica obteve o conceito 4, mas encontra-se em fase de recurso para também ser reconhecido com a nota máxima, 5. Obtiveram a nota 5 atribuída aos cursos de Licenciatura em Biologia, Engenharias Elétrica e de Bioprocessos e Biotecnologia, Tecnologia em Automação Industrial e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Este sucesso deveu-se à integração e empenho dos cursos, que, num esforço coletivo, conseguiram mostrar à comissão de avaliação do INEP a nossa excelência e o nosso potencial. Também contamos com o apoio da ASAVI-PG e de toda a equipe da DIRGRAD-PG, que não mediu esforços para cumprir todas as exigências no preenchimento dos instrumentos de avaliação, fornecimento de documentações e, principalmente, assessorar o(a) coordenador(a) do curso, que, em última análise, é o grande responsável pela sinergia necessária à obtenção desses resultados.

 

Tivemos também a implantação do curso superior de Licenciatura em Informática, o primeiro curso de graduação da UTFPR na modalidade de Educação a Distância (EaD). Este curso está sendo ofertado nos polos de apoio presenciais da UAB - Universidade Aberta do Brasil, em Foz do Iguaçu, Siqueira Campos, Pontal do Paraná, Jacarezinho, Palmeira, Telêmaco Borba, Rio Negro, Campo Largo, Congonhinhas, Umuarama, Ibaiti e Paranaguá, com 540 vagas. Está sendo coordenado pelos Professores Rogério Ranthum e Mário José Van Thienen da Silva, que aceitaram o desafio deste pioneirismo. O apoio da DIRGRAD-PG na aprovação do PPC do curso e até mesmo num regulamento da Universidade para a oferta de cursos EaD foi fundamental, e ainda serão necessárias outras ações, pois o curso deverá também passar pela etapa de reconhecimento. Entretanto, esse trabalho abre caminho para a oferta de outros cursos nesta mesma modalidade, que estão sendo analisados, além de abrir a possibilidade de uma oferta permanente para o curso de Licenciatura em Informática.

 

A atualização dos PPCs dos cursos ofertados pelo Campus, com a curricularização da extensão e a padronização de oferta de disciplinas do núcleo comum e de humanidades, também foram ações importantes capitaneadas pela DIRGRAD-PG para equalizar a carga de trabalho entre os docentes dos diferentes departamentos acadêmicos. Todo um trabalho de regularização dos cursos do Campus junto ao MEC, extinguindo no e-MEC aqueles já não mais ofertados e regularizando os demais, foi realizado pela DIRGRAD-PG.

 

O trabalho de sensibilização dos professores para a divulgação dos cursos através de atividades contribuiu para a captação de alunos e, consequentemente, para o aumento da atratividade dos nossos cursos, que não têm problemas de falta de alunos disputando as vagas oferecidas por meio dos diferentes processos seletivos. O apoio à permanência estudantil, com a oferta de bolsas e auxílios, apoio para a realização de visitas técnicas, apoio na realização de atividades com alunos portadores de necessidades especiais, desburocratização de processos junto ao DERAC e às coordenações de curso são também exemplos de ações realizadas para a melhoria do Ensino, que continuarão a ser realizadas na próxima gestão.

Por meio do trabalho de uma comissão bastante representativa, que conduziu um amplo estudo para identificar a oportunidade de oferecer mais uma opção de curso superior em nosso Campus, impactando o mínimo possível em termos de instalações e força de trabalho (vagas de professores), e aproveitando da forma mais inteligente possível as instalações e a força de trabalho já existente, propusemos a criação de um curso noturno de Bacharelado em Engenharia Mecatrônica, cujo Estudo de Viabilidade e PPC foram recentemente aprovados pelo COGEP e serão oferecidos a partir do semestre letivo 2025.2.

Em conjunto com os departamentos acadêmicos, uma ampla política de aquisição e manutenção de equipamentos foi implementada para equipar com insumos e equipamentos os laboratórios didáticos que atendem os nossos cursos de graduação. Renovamos praticamente todos os laboratórios de ensino do Campus e compramos equipamentos que nos permitiram implementar outros laboratórios que antes não existiam. Essa política de manutenção e ampliação irá continuar e, com certeza, é uma das grandes responsáveis pelos conceitos recebidos pelos nossos cursos nas avaliações externas.

Pesquisa

Sempre incentivamos a pesquisa científica e sua operacionalização com todos os mecanismos à nossa disposição e iremos continuar a fazê-lo. A DIRPPG-PG sempre disponibilizou editais para a publicação de artigos científicos, participação em eventos técnico-científicos e complementação dos editais PACDT (chamados de editais 3k). Nos dois primeiros, tem sobrado recursos, isto é, a DIRPPG-PG disponibiliza, todo ano, um quantitativo superior àquilo que é solicitado pelos pesquisadores, que são, posteriormente, remanejados para outras ações. Na complementação aos editais 3k, o Campus, ao longo do último quadriênio, complementou em mais R$ 299.000,00 os R$ 208.000,00 liberados pela PROPPG aos pesquisadores do Campus.

A DIRPPG-PG também realiza a manutenção e aquisição de equipamentos para os laboratórios de pesquisa e multiusuários. Disponibiliza recursos diretamente aos Programas de Pós-Graduação, em complementação ao PROAP e ao PROAPINHO, que são recursos oriundos da CAPES para a manutenção dos Programas, geralmente usados para a aquisição de diárias e passagens. Complementa valores em editais de pesquisa aos quais nossos pesquisadores são contemplados, como forma de contrapartida, e busca assessorá-los na elaboração de propostas com o objetivo de captar recursos para a pesquisa científica e para a Pós-Graduação no Campus. Cadastramos o Campus para que possa, além da Reitoria, submeter ele próprio projetos FINEP. Fomos o primeiro Campus do Sistema UTFPR a tomar essa iniciativa.

Conseguimos aprovar e implementar o Doutorado em Biotecnologia do PPGBIOTEC, um Programa de Pós-Graduação multicampi entre Ponta Grossa e Dois Vizinhos. Outra proposta de um novo Doutorado no Campus chegou a ser submetida, mas, infelizmente, ainda não foi aprovado. Há negociações para transformar o Mestrado Profissional em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT-PG, também em um Programa de Pós-Graduação multicampi entre Ponta Grossa e Santa Helena, com o objetivo de fortalecer o Programa, aproveitando a expertise dos pesquisadores do Campus Santa Helena, na filosofia da atuação em redes de colaboração.

A política de manter sempre cotas próprias de bolsas de Mestrado e Doutorado em complementação às bolsas concedidas pelo CNPq, CAPES, FA e projetos em parceria com as indústrias (como Mover, antigo Rota 2030, por exemplo) é uma estratégia de manutenção de alunos que faz do nosso Campus um importante polo da Pós-Graduação no Sistema UTFPR, com 443 alunos (236 no mestrado e 155, além de 52 alunos especiais), sendo 15 deles estrangeiros. Temos 20 professores da Pós-Graduação como bolsistas produtividade do CNPq (PQ e DT), sendo 2 deles voluntários, e mais 2 professoras bolsistas do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e/ou Desenvolvimento Tecnológico da Fundação Araucária. Ao todo, são 168 projetos de pesquisa no nosso Campus.

A nossa Pós-Graduação conta hoje com 2 professores externos, 2 visitantes, 4 voluntários, 6 em residência pós-doutoral e 2 pós-doutorandos. Os Programas de Pós-Graduação do Campus realizaram 3 missões de internacionalização, com 6 professores visitando universidades da Colômbia, Portugal e EUA no último quadriênio. E o nosso potencial é ainda maior, ou seja, temos condições de ampliar todos esses importantes indicadores.

O Programa de Iniciação Científica é robusto e conta hoje com 35 bolsistas (20 do CNPq, 9 da Fundação Araucária e 6 com bolsas próprias do Campus), mais 5 bolsistas PIBIC-EM (Ensino Médio) do CNPQ e 41 voluntários. O XIII SEI e XXVIII SICITE, realizados em 2023 no Campus, além de marcar o retorno do evento à modalidade presencial, foram considerados exitosos em todos os aspectos e deram visibilidade ao nosso Programa de Iniciação Científica, que tem potencial de se tornar ainda maior e, com certeza, será nos próximos anos.

Para dar apoio a todas essas atividades de pesquisa e desenvolvimento, o Campus procura incentivar a capacitação dos seus docentes com liberações totais para a realização de estágios de pós-doutorado, tendo já liberado 9 professores, além de uma servidora técnica-administrativa e inúmeras outras liberações parciais com a redução da carga horária. Estes números poderiam ser ainda maiores, pois a disponibilização de vagas é sempre superior às efetivas solicitações. Dessa forma, proporcionamos formação e capacitação continuada para que a nossa pesquisa e Pós-Graduação estejam sempre atualizadas e em conformidade com o que se faz nas demais instituições mundo afora.

Extensão

Um importante marco que podemos comemorar é, sem dúvida, o avanço significativo no número de projetos de extensão registrados (veja o portfólio colaborativo de projetos de extensão disponíveis em: link. Somada à curricularização da extensão e às ações de apoio aos projetos extensionistas, que incluem bolsas próprias junto ao DEPEX, vinculado à DIREC-PG, auxílios para transporte, etc., a extensão universitária é, hoje, uma realidade em nosso Campus.

Toda Instituição de Ensino Superior precisa impactar positivamente a comunidade local onde está inserida, e a principal ferramenta para esse impacto social é a Extensão Universitária. Promover a Extensão Universitária para que o Campus cumpra sua função social e ganhe visibilidade na sociedade local é uma meta importante que está sendo perseguida desde o início de nossa gestão e continuará sendo um norte nos próximos anos. Todos os cursos de graduação do Campus, com a curricularização da extensão, têm promovido ações de extensão nas áreas vocacionadas de seus próprios cursos, e essas ações são acompanhadas, incentivadas e registradas pela DIREC-PG. Essa importante atividade também é responsável pelos resultados positivos alcançados nas avaliações externas dos cursos de graduação realizados pelo INEP/MEC.

Alguns projetos de extensão são realizados em conjunto com outras diretorias do Campus, como a DIRGRAD-PG e a DIRPPG-PG. Essas ações promovem a visibilidade do Campus, atraindo potenciais futuros alunos e promovendo a cultura, o empreendedorismo e a inovação. A DIREC-PG também dedica-se ao fortalecimento de ideias inovadoras com a Incubadora de Projetos - SprinT, onde atualmente mantém 9 projetos incubados. Alguns projetos que foram incubados no Campus, hoje já graduados, tornaram-se empresas que ajudam a fixar nossos egressos na cidade, gerando emprego e renda. Ao aplicar os conhecimentos adquiridos na Academia para impactar a comunidade local com produtos e processos inovadores, essas iniciativas também podem ser consideradas uma forma de extensão universitária.

Por isso, em uma Universidade Tecnológica como a nossa, ações de empreendedorismo e inovação são fundamentais e essenciais para nos diferenciar das demais universidades, que não são vocacionadas como é o nosso caso. A integração com o ecossistema de inovação local, denominado Vale dos Trilhos, é uma das atribuições da DIREC-PG, que tem o Campus Ponta Grossa da UTFPR como um de seus principais atores. O apoio à participação em eventos, competições, mostras, simpósios, etc., bem como a promoção de outros eventos, como o SEI (Seminário de Extensão e Inovação), o FLAC (Festival Literário Artístico e Cultural), e o evento denominado UTFPR - Portas Abertas, são também atividades capitaneadas pela DIREC-PG. Essas ações ajudam na divulgação do Campus e contribuem para a atratividade dos nossos cursos, conquistando novos alunos.

O fortalecimento do Empreendedorismo e da Inovação, com a destinação de bolsas PROEM, o apoio às Empresas Juniores, às equipes de competição, Associações Atléticas e demais agremiações estudantis, junto com as bolsas de assistência estudantil (moradia, alimentação, transporte, etc.) e as ações realizadas pelo NUAPE (apoio psicopedagógico, serviços de tradução e intérprete de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS), entre outros, são fundamentais para a fixação e manutenção dos nossos alunos nos cursos. Todas essas ações corroboram para que tenhamos sempre uma boa procura por nossos cursos, para manter nossos alunos e, finalmente, para que eles concluam seus cursos em tempo razoável. Isso nos permite ter um bom número de "alunos equivalentes", o que, em última análise, reverte-se em fomento para a manutenção da Universidade, pois é assim que o MEC distribui os recursos para o ensino das Instituições por ele mantidas: proporcionalmente ao número de "alunos equivalentes".

Ponta Grossa (374).JPG
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